A Lenda do croissant Austríaco.

Atualizado: Jun 7




Bem mais antigo e religioso.


O croissant como outras criações gastronômicas tem muitas lendas em relação a sua criação, é de fato, hoje em dia, muito difícil saber a sua real origem mas vamos tirar a duvida da lenda mais usada: a do croissant austríaco!


Essa lenda tomou forma em 1938 quando o Alfred Gottshalk escreveu um articulo no primeiro “Larousse gastronômico”, a bíblia dos chefes ao redor do mundo.

Neste articulo, ele atribuía a origem do croissant aos padeiros de Budapeste, “sim! Budapeste e não Viena” e seguinte a sua versão, recompensados para ter alertado o povo da invasão turca em 1686, os padeiros foram autorizados em criar uma “patisserie” em formato de croissant, emblema da bandeira otomano.

Alguns anos depois, o próprio Alfred Gottshalk se contradiz da sua versão original, entrevistado por uma revista sobre a historia da alimentação, ele bagunçou os fatos, citando Viena como cidade e 1683 como data durante a chegada dos otomanos na cidade.

A segunda versão foi usado para credibilizar ainda mais a famosa lenda de que a Maria-Antonieta da Áustria, originaria de Viena, pretendia ter oficialmente introduzido e popularizado o croissant durante seu reino na França a partir de 1770.



O Pão de lua açucarado.


Enquanto Alfred situou a origem do croissant no final do século 17, livros e objetos antigos testemunham uma existência bem mais velha!

De fato, desde o século V e até a idade media, o croissant já era presente em representações de varias cenas eucarísticas.

Existe uma pintura em um Tecido de Alexandria representando dois profetas Habacus e Daniel com cálice de vinho e vários pequenos croissant ao redor.

A descoberta de selos em formato de croissant de bronze com a inscrição “sancti” confirma também seu caráter religioso.

Ele se chamava nesta época em latim “panem lunatum” ou pão de lua.

Na idade media, o croissant saiu pouco a pouco dos altares e foi para as mesas reais e burguesas.

Um documento do século XVI menciona a encomenda de “quarenta pães de lua” para um banquete oferecido da Rainha para o bispo de Paris em 1549.



"Claro que aqui estamos falando do croissant mais pelo seu formato e não pela delicada massa folhada amanteigada leve e crocante que conhecemos hoje. O croissant evoluiu e se aperfeiçoou ao longo dos anos com a evolução da técnica de folhagem "


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